Paisagens Neuronais


Ninguém tem dúvidas que as imagens visuais são decididas pelas estruturas neuronais do nosso cérebro. Como é que o cérebro decide se um rosto é atractivo e outro não?
Uma imagem – estímulo tem maior poder atracção se se encontrar na média-padrão a que o nosso cérebro está habituado, ou seja, a elaboração de juízos sobre a atracção-beleza de uma pessoa depende da facilidade com que a mente processa a imagem, ou seja, do grau de atracção já devidamente adquirido (formatado) pela mente. Tais média-padrão serão protótipos (arquétipos) que facilitam o tratamento neuronal efectuado pelo cérebro.
Um estudo publicado pela revista Psichological Science intitulado “Prototypes are attractive because they are easy on the mind”, da autoria do Prof. Piotr Winkielman da Universidade de Califórnia – San Diego afirma que um rosto situado na norma-padrão e identificável com um determinado protótipo é considerado mais sedutor e atraente porque pode simbolizar uma excelente saúde e, em consequência, uma boa condição física para a procriação. Sabendo que o cérebro processa com mais facilidade as denominadas imagens médias-padrão - a facilidade é medida pela velocidade com que o observador reconhece a imagem observada – os cientistas decidiram investigar se a ratio de preferência por imagens médias não estaria, exactamente, nessa facilidade.
Trabalhando com padrões geométricos e gráficos de pontos, Winkielman e os seus colegas treinaram participantes para reconhecer determinados padrões iniciais e, por um critério de apelo e beleza, pediram que se pronunciassem sobre vários graus de variação em redor desses padrões. Conforme previsto, escrevem os autores do trabalho, os participantes categorizaram os padrões mais rapidamente, considerando-os mais atraentes quando se encontravam mais próximos dos respectivos protótipos.
O mais simples juízo estético parece depender do grau de familiaridade com o que se vê, influenciando a nossa capacidade de identificar um determinado padrão.
A sociobiologia e a neuroantropologia vão adquirindo espaço de afirmação na evolução científica e no conceito de interdisciplinaridade. (Fonte)
Uma imagem – estímulo tem maior poder atracção se se encontrar na média-padrão a que o nosso cérebro está habituado, ou seja, a elaboração de juízos sobre a atracção-beleza de uma pessoa depende da facilidade com que a mente processa a imagem, ou seja, do grau de atracção já devidamente adquirido (formatado) pela mente. Tais média-padrão serão protótipos (arquétipos) que facilitam o tratamento neuronal efectuado pelo cérebro.
Um estudo publicado pela revista Psichological Science intitulado “Prototypes are attractive because they are easy on the mind”, da autoria do Prof. Piotr Winkielman da Universidade de Califórnia – San Diego afirma que um rosto situado na norma-padrão e identificável com um determinado protótipo é considerado mais sedutor e atraente porque pode simbolizar uma excelente saúde e, em consequência, uma boa condição física para a procriação. Sabendo que o cérebro processa com mais facilidade as denominadas imagens médias-padrão - a facilidade é medida pela velocidade com que o observador reconhece a imagem observada – os cientistas decidiram investigar se a ratio de preferência por imagens médias não estaria, exactamente, nessa facilidade.
Trabalhando com padrões geométricos e gráficos de pontos, Winkielman e os seus colegas treinaram participantes para reconhecer determinados padrões iniciais e, por um critério de apelo e beleza, pediram que se pronunciassem sobre vários graus de variação em redor desses padrões. Conforme previsto, escrevem os autores do trabalho, os participantes categorizaram os padrões mais rapidamente, considerando-os mais atraentes quando se encontravam mais próximos dos respectivos protótipos.
O mais simples juízo estético parece depender do grau de familiaridade com o que se vê, influenciando a nossa capacidade de identificar um determinado padrão.
A sociobiologia e a neuroantropologia vão adquirindo espaço de afirmação na evolução científica e no conceito de interdisciplinaridade. (Fonte)


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