esculpices

quinta-feira, setembro 21, 2006

Poesia 2

ardem pombos sobre os telhados.
o voo surdo das aves.
a penumbra sonora dum alerta.
manchas de cio.
círculos de asas que se desenham.
o espaço amplo alando-se.
vertiginosas semelhanças que se esquivam.
vai anoitecendo nos meus olhos.
os pombos apagam-se na preguiça.
já não há imaginação.
a luz chega primeiro às palavras.
o poeta quer o silêncio queimado.

(jorge silva oliveira)